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quarta-feira, 13 de março de 2013

IMAGENS CHOCANTES! VAMOS AJUDAR! O POUCO QUE DOARMOS SALVARÁ A VIDA DESTE POBRE ANIMAL ABANDONADO!


Rejeitado pelo centro espírita, cão agonizava Rejeitado pelo centro espírita, cão agonizava Rejeitado pelo centro espírita, cão agonizava Rejeitado pelo centro espírita, cão agonizava Rejeitado pelo centro espírita, cão agonizava
 Triste história do cachorrinho Mozart, de Cachoeirinha, rejeitado por um centro espírita da região, foi resgatado com o focinho rasgado e tomado de larvas. Ele está internado na Ulbra, em Canoas, e precisa de ajuda. Todos os detalhes do caso e como ajudar estão no texto da reportagem. O contato é direto com a Rosane (51) 98023461 rosanecrakety@gmail.com

Tratamento de Mozart pode passar dos R$ 5 m
il e é necessário ajuda da comunidade.
Roque Lopes | ClicTribuna

O quadro de saúde do cachorro Mozart, socorrido na última quarta-feira com uma bicheira no focinho, é mais grave do que se imaginava. Internado ontem no hospital veterinário da Ulbra em Canoas, ele foi atendido pelo veterinário Anderson Assumpção. 


Informações da família que estava com o animal, ao lado da Centro Espirita - onde o cão morava até ser doado – deram conta de que Mozart, apelidado de Preto pelos novos donos, estava há uma semana sem comer e urinar. 
 

O cão ficou tranqüilo para ser examinado. Anderson constatou anemia, aumento das células inflamatórias devido a bicheira, um osso do quadril fora do lugar e três chumbinhos espalhados no quadril e abdomêm, sinal de que foi vítima de violência de algum morador das proximidades.
 Mozart vivia solto e foi alvejado com três tiros. Os chumbinhos estão alojados no abdômem e deverão ser removidos.
 

Ontem, Mozart passou por uma pequena cirurgia para remoção das células mortas no focinho. Ele apresenta dificuldades de respiração devido ao sério ferimento que atinge parte do nariz. 

Ele somente poderá passar por uma cirurgia de reconstituição depois de 10 dias. Hoje, o animal poderia morrer na mesa cirúrgica. “Ele precisa se recuperar”, explica Rosane Gomes, do Projeto Donos de Estimação e da Cia Crakety - Teatro de Palco e Bonecos. Ela resgatou o animal da casa da família que o recebeu de doação da antiga direção da Sociedade Espírita. A atual presidente, explicou ontem que o animal era de responsabilidade da presidente anterior, e que não poderia ficar na casa espírita devido a necessidade da instalação de uma cozinha para o atendimento de 20 famílias carentes.

Sociedade espírita disse que iria ajudar, mas não fez nada ainda. Ontem pela manhã, Marilice disse ao ClicTribuna que iria verificar como ajudar no tratamento do animal. “Ele é um irmão nosso, como não vamos ajudar?” Até as 10h30min desta sexta-feira, contudo, Rosane Gomes não havia recebido nenhum contato. Ninguém ajudou até o momento, salvo um doador anônimo que socorreu o animal no primeiro dia e gastou R$ 189,00 para o atendimento de urgência e pagou remédios para 10 dias.
Tratamento pode passar dos R$ 5 mil

O tratamento de Mozart poderá passar da casa dos R$ 5 mil devido ao seu estado de saúde geral e gravidade do ferimento. Rosane deixou no hospital da Ulbra um cheque caução no valor de R$ 500,00 para exames e o atendimento inicial. Este valor não se destina ao pagamento das diárias, que de R$ 15,00 passaram para R$ 35,00 devido ao porte grande do animal. Como ele deverá ficar 10 dias para se recuperar e estar em condições de passar pela cirurgia de reconstituição do focinho, há um gasto definido de R$ 350,00 que precisa ser coberto.


 O hospital ainda não tem um orçamento fechado para o caso de Mozart. Rosane conta que em casos parecidos com esse, mas menos graves, tratamentos chegaram a casa dos R$ 6 mil. “Não temos de onde tirar esse dinheiro e até agora não recebemos nenhuma doação. Estou preocupada e não sei o que vamos fazer. Uma amiga vai me ajudar financeiramente e hoje ficou de me dizer com quanto. Esperamos obter ajuda da comunidade”, destaca.

Pessoal,vamos colaborar com o pouco que cada um puder doar! Muitos doando um pouco, faz a diferença."Dar a tempo é dar dobrado."
 

BRADESCO-AG:3419-3  CC11399-9 CNPJ 15255.154/0001-00 ASSOCIAÇÃO PRÓ BICHO GAÚCHO
   

O jornal Tribuna irá publicar uma prestação de contas detalhada de todas as doações recebidas e dos gastos com o tratamento de Mozart. Eventual sobra de caixa será destinada para doação.
________________________________________________Mozart, o cão que foi retirado do centro espírita para ser montada uma cozinha para atender carentes e que acabou com um ferimento grave no focinho por maus tratos, já se alimenta com ração no Hospital Veterinário da Ulbra.

 Ele está internado há oito dias e bem melhor. Agora precisa passar por uma cirurgia para desobstruir as vias aéreas feridas por larvas. 

A diretora do hospital Crisitina Zaffati. Grecelle, atendeu ao ClicTribuna nesta tarde. Disse que o estado do animal sensibilizou a equipe. O hospital irá dar sua cota de contribuição para o tratamento.

 Segundo Rosane Gomes, que está responsável por ele, será necessário arrecadar pelo menos R$ 1,5 mil, podendo o tratamento ficar um pouco acima disso. Como o ferimento no focinho é grave, parte do osso está exposto. 

Será necessário uma cirurgia de reconstituição. Poderá ser feito um enxerto ou usada uma placa de silicone. A solução sairá somente na semana que vem, quando uma especialista retorna de férias e poderá avaliar o animal. A campanha por doações continua. Por enquanto foram arrecadados apenas R$ 225,00 com três doações confirmadas.


Para entender mais o caso leia:
http://www.clictribuna.com.br/noticias/mozart-esta-com-anemia-e-levou-ate-tiros/#
http://www.clictribuna.com.br/noticias/rejeitado-pelo-centro-espirita-cao-agonizava/
http://www.clictribuna.com.br/noticias/o-cachorro-nao-era-nosso-mas-vamos-ajudar/
http://www.clictribuna.com.br/noticias/mozart-e-internado-no-hospital-veterinario-da-ulbra/

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

É PRECISO VER O QUE A BICHEIRA FAZ



VAMOS AJUDAR ESSA POBRE CADELA A CONHECER A BONDADE HUMANA NEM SABEMOS POR QTO TEMPO .SE FOR CURTO QUE ELA SEJA MANTIDA COM DIGNIDADE.
ABENÇOADOS ANJOS DA TERRA QUE ESTÃO CUIDANDO DELA.





https://www.facebook.com/media/set/?set=a.430238873720782.98080.100002040187990&type=3

https://www.facebook.com/Aliceguerreira

VAMOS AJUDAR E DIVULGAR A QUE PONTO CHEGA A CRUELDADE HUMANA!














Amigos, essa menina foi achada e resgatada pelo amigo Marcelo Bandeira dentro do lixo amarrada, cheia de bicho na cabeça. Seu estado ñ é bom e permanece internada sem previsao de alta. Vamos ajudar a salvar essa anjinha que já sofreu bastante.
Banco Bradesco
Ag.: 1852
CC.: 27356-2
Marcelo Bandeira

 

Essa foto foi tirada apos o termino do seu atendimento. Gostaria de advertir que as outras fotos do álbum contem imagens muito fortes e chocantes. Ao chegar na clinica Zona Norte, fui atendido pelos Drs Caio e Dr Vinicius, ambos muito experientes, o segundo com 7 anos dentro de abrigos e que ficaram muito impressionados.
Essa menina foi jogada no lixo e conheceu toda crueldade, descaso,insensibilidade do ser humano!
Porém mais indigno é que ela estava amarrada há dias, sem que lhe seja dado a menor chance de defesa oude que lhe fosse dado qualquer tipo de ajuda!
O dia de hj nunca sairá de minha mente e estou vivendo um sentimento de desolação em que sei Deus me conforta!


Boa noite,

Infelizmente a nossa Alice não resistiu, venho em nome da equipe o Centro Veterinário Zona Norte, trazer o último relatório do estado clinico da Alice e o motivo do óbito.
 

Bem para começar gostaria de expor que todos os profissionais que cuidaram dela até os últimos minutos estão profundamente tristes, porém com o espirito de dever cumprido, pois todos fizemos o que era possível pelo bem da Alice.

Ela foi um exemplo de força e de vontade de viver, lutou muito e até o fim mostrava o quanto era doce e meiga, que apesar das dores que sentia, da agonia de não poder enxergar, e de ter passado por um sofrimento inigualável causado principalmente pelo bicho "homem", que a deixou ser praticamente devorada viva, apesar dos pesares ela nunca, sequer mostrou nenhum sinal de agressividade, nas refeições, na hora do passeio para urinar, e principalmente nas horas onde simplesmente se chegava até ela para dar um conforto, um carinho, esteve sempre receptiva, abanando o rabinho, e mostrando o quão superior os animais são aos homens.
 

Ontem a Alice foi examinada pela nossa competente neurologista Dra Adriana Salomão, entre os comentários dela o que mais tinha preocupado era a possibilidade de ela estar com uma meningite, em função de contaminação das meninges pelas larvas(miíase), já estava com poucos reflexos motores, e com alguns nervos afetados e expostos, desde o princípio a Dra Adriana deixou claro a gravidade da situação em que ela se encontrava, e que em caso de a meningite confirmada as chances dela eram poucas.

 Foi solicitado então que os exames fossem refeitos, antes mesmo de conseguirmos refazer os exames ela entrou em coma na madrugada do dia 21-2-13 para o dia 22-2-13, coletamos o sangue pela manha e mandamos pala o laboratório, ela então já estava sendo medicada com Trissulfim e Meropenen , antibióticos que ultrapassam a barreira hematoencefálica. 

Antes mesmo de chegarem os resultados ela acabou vindo a óbito, a leucometria dela estava em mais de 90000 leucócitos. A causa mortis dela pode então ser atribuída a meningite bacteriana, seguida de septicemia e óbito.
 

Gostaria de agradecer todas as pessoas que estiveram presentes, de corpo, alma, oração e pensamento nesta luta, Deus retribua a cada um de vocês por esse ato nobre que amar um animal. Me despeço com coração despedaçado, porque apesar dos esforços não conseguimos mante-la entre nós.
Alice que você possa iluminar e encher de alegria o lugar no qual você está agora.

Grato,


Gostaria de poder responder e retribuir a tantas mensagens de consideração, carinho e conforto que tenho recebido. No momento ainda estou abalado e não consigo ficar muito tempo na internet. 
Espero amanha dar satisfações a todos e terei um acerto de contas com os amigos da clínica. Nunca conseguirei retribuir por tanto empenho como o que tive no caso.
 
Um pequeno animal, em meio ao lixo, conseguiu comover e unir tantas pessoas e mostrar OS VERDADEIROS VALORES, que deveríamos ter. Essa foi a lição da Alice! Nos mostrou o valor da vida e o sentido do amor.
 
Nossa missão continua, agora com um sentido ainda maior e mais responsabilidade.
Agradeço a todos.

 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

SAIU A SENTENÇA DO CASO CÃO LOBO

De: Lilian Rockenbach < lilian.apasfa@gmail.com >
 
Mecânico terá que pagar R$ 9.810 e prestar 200h de serviço comunitário. O rotweiller morreu 15 dias depois de ser arrastado pelo dono no Centro.
Lobo, que morreu após ser arrastado pelo dono em Piracicaba (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)
 
O juiz Ettore Geraldo Avolio condenou o mecânico Claudio Cesar Messias, acusado de arrastar o cão rotweiller Lobo por ruas da área central de Piracicaba (SP) em novembro de 2011, ao pagamento de R$ 9.810 e à prestação de 200 horas de serviços à comunidade pelo crime de maus-tratos contra animais. A sentença foi publicada nesta terça-feira (8). O réu informou que vai recorrer.
Messias, conforme a decisão do juiz, terá que atuar voluntariamente no Canil Municipal de Piracicaba. A condenação, porém, não especifica o trabalho que será realizado. Segundo a acusação, Messias amarrou o cão em uma picape Courier e o arrastou por seis quarteirões entre a Avenida Armando de Salles Oliveira e as ruas Dom Pedro 1 e Santa Cruz, no Centro. Ele era o dono do cachorro.
O caso aconteceu em 2 de novembro de 2011 e, 15 dias depois, o rotweiller Lobo morreu em virtude de uma infecção generalizada. Antes, o cão teve uma das patas amputada. O cachorro estava amarrado na caçamba e, quando a corda se soltou, o mecânico seguiu sem prestar socorro, segundo testemunhas. Em defesa, Messias alegou que Lobo caiu da carroceria e ele acreditou que o cão estivesse morto.
O animal ficou sob os cuidados de uma clínica veterinária particular da cidade. "O cão chegou a gastar no asfalto metade da articulação do cotovelo, inclusive a parte óssea. O animal foi inicialmente medicado pelo Centro de Zoonoses Municipal. Se não fosse por essa conduta, o animal já teria morrido. O réu não procurou saber do animal em momento algum e não arcou com qualquer despesa do tratamento", escreveu o juiz na sentença.
De: Lilian Rockenbach < lilian.apasfa@gmail.com >
 
Mecânico terá que pagar R$ 9.810 e prestar 200h de serviço comunitário. O rotweiller morreu 15 dias depois de ser arrastado pelo dono no Centro.
Lobo, que morreu após ser arrastado pelo dono em Piracicaba (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)
 
O juiz Ettore Geraldo Avolio condenou o mecânico Claudio Cesar Messias, acusado de arrastar o cão rotweiller Lobo por ruas da área central de Piracicaba (SP) em novembro de 2011, ao pagamento de R$ 9.810 e à prestação de 200 horas de serviços à comunidade pelo crime de maus-tratos contra animais. A sentença foi publicada nesta terça-feira (8). O réu informou que vai recorrer.
Messias, conforme a decisão do juiz, terá que atuar voluntariamente no Canil Municipal de Piracicaba. A condenação, porém, não especifica o trabalho que será realizado. Segundo a acusação, Messias amarrou o cão em uma picape Courier e o arrastou por seis quarteirões entre a Avenida Armando de Salles Oliveira e as ruas Dom Pedro 1 e Santa Cruz, no Centro. Ele era o dono do cachorro.
O caso aconteceu em 2 de novembro de 2011 e, 15 dias depois, o rotweiller Lobo morreu em virtude de uma infecção generalizada. Antes, o cão teve uma das patas amputada. O cachorro estava amarrado na caçamba e, quando a corda se soltou, o mecânico seguiu sem prestar socorro, segundo testemunhas. Em defesa, Messias alegou que Lobo caiu da carroceria e ele acreditou que o cão estivesse morto.
O animal ficou sob os cuidados de uma clínica veterinária particular da cidade. "O cão chegou a gastar no asfalto metade da articulação do cotovelo, inclusive a parte óssea. O animal foi inicialmente medicado pelo Centro de Zoonoses Municipal. Se não fosse por essa conduta, o animal já teria morrido. O réu não procurou saber do animal em momento algum e não arcou com qualquer despesa do tratamento", escreveu o juiz na sentença.
De: Lilian Rockenbach < lilian.apasfa@gmail.com >
 
Mecânico terá que pagar R$ 9.810 e prestar 200h de serviço comunitário. O rotweiller morreu 15 dias depois de ser arrastado pelo dono no Centro.
Lobo, que morreu após ser arrastado pelo dono em Piracicaba (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)
 

O juiz Ettore Geraldo Avolio condenou o mecânico Claudio Cesar Messias, acusado de arrastar o cão rotweiller Lobo por ruas da área central de Piracicaba (SP) em novembro de 2011, ao pagamento de R$ 9.810 e à prestação de 200 horas de serviços à comunidade pelo crime de maus-tratos contra animais. A sentença foi publicada nesta terça-feira (8). O réu informou que vai recorrer.
Messias, conforme a decisão do juiz, terá que atuar voluntariamente no Canil Municipal de Piracicaba. A condenação, porém, não especifica o trabalho que será realizado. Segundo a acusação, Messias amarrou o cão em uma picape Courier e o arrastou por seis quarteirões entre a Avenida Armando de Salles Oliveira e as ruas Dom Pedro 1 e Santa Cruz, no Centro. Ele era o dono do cachorro.
O caso aconteceu em 2 de novembro de 2011 e, 15 dias depois, o rotweiller Lobo morreu em virtude de uma infecção generalizada. Antes, o cão teve uma das patas amputada. O cachorro estava amarrado na caçamba e, quando a corda se soltou, o mecânico seguiu sem prestar socorro, segundo testemunhas. Em defesa, Messias alegou que Lobo caiu da carroceria e ele acreditou que o cão estivesse morto.
O animal ficou sob os cuidados de uma clínica veterinária particular da cidade. "O cão chegou a gastar no asfalto metade da articulação do cotovelo, inclusive a parte óssea. O animal foi inicialmente medicado pelo Centro de Zoonoses Municipal. Se não fosse por essa conduta, o animal já teria morrido. O réu não procurou saber do animal em momento algum e não arcou com qualquer despesa do tratamento", escreveu o juiz na sentença.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012




JORNAL HOJE EM DIA 25/10/2012-BH/MG
A forma cruel como um cachorro foi morto em setembro, dentro de um conjunto habitacional de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mobilizou autoridades públicas e defensores dos animais.

O cachorro foi torturado, teve as patas quebradas e agonizou por 12 horas, sem receber o socorro de nenhum morador do conjunto habitacional Hibisco, segundo as denúncias.


Na última quinta-feira (25), o prefeito eleito que toma posse em janeiro de 2013, Zezé Oliveira, vereadores e representantes de ONGs em defesa dos animais se reuniram para discutir projetos a serem implantados na cidade para evitar novos casos de torturas a bichos.


“É pela educação que respondemos à violência. Fatos como esse despertam a necessidade de criar um programa que atinja os moradores de Caeté, ainda mais porque, provavelmente, centenas de pessoas ouviram o cachorro agonizando de dor e não tomaram providências”, afirma Maria Antonieta Pereira, da entidade Ninho dos Bichos.


Segundo ela, difusão de literatura brasileira sobre animais, cursos e oficinais dentro das escolas e adesivos em carros são algumas das estratégias que podem ser adotadas no município.


As propostas estruturadas serão apresentadas, no dia 13 de novembro, em uma nova reunião. A expectativa é a de que, com base nas ações sugeridas, seja criado um Projeto de Lei que proteja os animais.


Na última quinta-feira (25), dois outdoors estimulando o respeito aos bichos foram afixados na cidade. Além disso, ônibus de oito linhas da capital começam a circular, nesta sexta-feira (26), com adesivos na parte traseira com o mesmo tema.


INVESTIGAÇÃO


Um mês após o crime contra o animal, a Polícia Civil ainda está atrás de pistas que levem ao autor. Responsável pelas investigações, o delegado Bruno Affonso informou que o caso é prioridade e a resolução dele é uma “questão de honra”. Para motivar a denúncia, R$ 1.500 serão entregues a quem denunciar o agressor.


Localizar o autor do crime se torna ainda mais urgente diante de um alerta de Mirian Chrystus, da ONG Basta Adotar. “O modo bárbaro como esse cachorro foi morto evidencia que o crime tenha sido cometido por um psicopata”, afirma. “Para mim, não há dúvidas de que esse foi apenas um ensaio e que ele pode agir novamente, talvez tendo uma pessoa como vítima”, adverte.


Jussara Silva, da ONG SG-Pan, mostra indignação em panfleto que está sendo distribuído em Caeté

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

COMISSÃO VAI, AMANHÃ DIA 25/10 A CAETÉ-MG








Entrega do Ofício do Deputado Fred Costa Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais ao Inspetor da Polícia Civil de Caeté que recebe em nome do Delegado pedindo agilização na busca do agressor do cão.



Uma Comissão composta por Fred Costa e assessora, veterinária, jornalista,ativistas da Causa e representantes da UFMG, está indo a Caeté encontrar-se com Prefeito,Presidente da Câmara e Delegado para juntos, tomarem decisões a respeito do caso, abaixo, descrito.
Patrocinados por Fred Costa, utdoors e backbus denunciarão o caso
Há recompensa para qquer informação sobre o autor do delito.
Visitaremos o Conjunto e distribuiremos panfletos de conscientização.Estamos sugerindo um trabalho lúdico e pedagógico para toda a Comunidade. Queremos que este caso não caia no esquecimento e que a punição ao culpado possa prevenir casos futuros.
                 **************************

Pessoal, vocês se lembram do caso do cão que foi abusado sexualmente durante toda a madrugada em Caeté e até hoje ninguém nunca denunciou o meliante? A minha professora está organizando uma comissão amanhã pela manhã até a cidade para conversar com o prefeito e com o delegado a fim de discutir políticas educativas de conscientização da população. Abaixo, o release. É só baixarem o arquivo que está
no word para mais informações. Quem quiser ir até o local também entrem em contato com a professora Mirian Chrystus.

Um cão torturado e o silêncio da omissão

Um cão de rua foi torturado, abusado sexualmente, teve as patas quebradas, foi asfixiado por um saco plástico, e agonizou durante 12 horas diante dos olhos e ouvidos de centenas demoradores de um conjunto populacional, em Caeté, a 100 km de Belo Horizonte. O crime, ocorrido em 19 de setembro, poucos dias depois de o conjunto Hibisco ser inaugurado, motivou uma oferta de recompensa de R$ 1.500,00 a quem denunciar o agressor e uma campanha contra a crueldade aos animais conduzida pelo Movimento Mineiro pelos Direitos Animais que congrega 50 ONGS de Minas e do Brasil: semana que vem serão instalados outdoors em Caeté, espalhados cartazes nas traseiras de 15 ônibus de Belo Horizonte, 5 mil panfletos espalhados e uma comissão coordenada pelo deputado Fred Costa, da Frente Parlamentarista de Proteção ao Animal da Assembléia de Minas Gerais, irá à cidade onde ocorreu o crime, na próxima 5ª feira, pela manhã. Além disso, uma petição virtual pedindo a punição do agressor foi criada, contando, até o dia 23 de outubro de 2012, com 2129 assinaturas .
O objetivo da viagem será acompanhar a investigação e assinar uma carta de intenção com o prefeito eleito Zezé Oliveira, do PDT, a fim de estabelecer de parceria com a ONG Ninho dos Bichos para a implementação de uma política pedagógica de respeito aos animais nas escolas do município e promoção atividades educativas e lúdicas no conjunto popular Hibisco.
O prefeito eleito nas últimas eleições tem 46 anos, é sociólogo, e, apesar de sua formação sociológica, confessa-se perplexo, não conseguindo, ainda, “fazer uma leitura do que aconteceu” pois, segundo ele, “tudo ali é muito próximo, todos ouviram, daria para ter sido feito alguma coisa, um grito, um gesto”. Apesar de não atribuir o fato à pobreza dos moradores do conjunto Hibisco, inaugurado em setembro deste ano, dentro do programa Minha Casa Minha vida, afirma que a mudança não recebeu um tratamento adequado. E que se trata, segundo ele, de um “ambiente não humanizado”.
“Não houve uma preparação para as pessoas viverem em coletividade, não há uma área de convívio; foi feito apenas um amontoado de gente”, afirma Zezé Oliveira.
Já o delegado Bruno Affonso, de 35 anos, que tem três cães e está conduzindo a investigação, considera a resolução do caso “uma questão de honra”, apesar das 20 ocorrências que registra diariamente na delegacia e que totalizam cerca de 8 mil ao ano. Para ele, a aparente facilidade com que o agressor capturou o cão deve-se provavelmente ao fato de ele ser manso, e “ser manso foi sua perdição”. Ou o cão conhecer o agressor e atender ao seu chamado.
Depois de ouvir várias pessoas durante dois dias de investigação no local, ele aponta a conivência dos moradores com a crueldade como uma extensão do pensamento que estabelece que “não se deve se meter na vida do outro” e pensa na possibilidade de o criminoso morar no conjunto. Segundo ele, o momento é de esperar as coisas se amainarem, novas circunstâncias surgirem na vida dos moradores que os façam refletir sobre a gravidade do que aconteceu.
Mas ambos, tanto o delegado quanto o prefeito, acreditam na importância de fazer do horror do ocorrido uma ação positiva de conscientização. E o deputado Fred Costa, que irá coordenar a comissão de ONGs na ida a Caeté, afirma acreditar que é “um dever ético” das pessoas em geral “respeitar a vida dos animais” e “responsabilidade do Poder Executivo executar ações que implementem este princípio”.
“Quem comete uma crueldade dessas não merece estar no convívio humano, tem de ser preso nos termos da lei, infelizmente hoje com penalidades muito brandas para este tipo de crime”, afirma.
Entre as ONGs que apóiam a campanha e responsável pela divulgação agora do fato que ocorreu na noite de 19 de setembro, dias depois da inauguração do conjunto, está a Sociedade Galdina de Proteção aos Animais, de Caeté, que tem este nome em homenagem à cadelinha resgatada com o corpo todo queimado e, que, depois de uma semana, não resistiu aos ferimentos.

Contatos
Prefeito eleito de Caeté, Zezé Oliveira 95668176
Delgado Bruno 98160410
Deputado Fred Costa, da Frente Parlamentar de Proteção ao Animal:
Raquel, assessora de imprensa 86741360
96180710 91439882
Patrícia Duarte, jornalista e participante da ONG Galdina, de Caeté: 93112076
Antonieta Pereira, da ONG Ninho dos Bichos, autora de projetos pedagógicos: 99074644
Mirian Chrystus: jornalista, coordenadora da Campanha: 9731 2223

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

VAMOS PROIBIR AS TOURADAS E SEMELHANTES EM SANTOS DUMONT!

ENVIAR E-MAILS AOS VEREADORES
  O PL proibindo rodeio em SD já foi entregue à câmara, mas está
amarrado no setor jurídico. Os vereadores estão envolvidos em
campanha, as sessões tem durado uma hora apenas. O risco de ele não ser votado antes das eleições é grande, e com isso, perdermos a força de aprová-lo, dependendo do candidato eleito, e dos arranjos de cargos.

 Pedimos
ENVIO DE E-MAILS AOS VEREADORES, pleiteando suavotação imediata. Os defensores de animais já estão na expectativa desta aprovação, de modo que a demora dele entrar em pauta se torna inexplicável e decepcionante.


Lista dos vereadores + ongs locais ambientalistas



vereadorafonsoferreira@camarasd.mg.gov.br
,
altamirmotorista@camarasd.mg.gov.br
, pastorcarlos@camarasd.mg.gov.br
,
claudioalmeida@camarasd.mg
.gov.br, everaldofpaula@camarasd.mg.gov.br,
labenert@camarasd.mg.gov.br
, ffaria@camarasd.mg.gov.br
norbertolambari@camarasd.m g.gov.br, sandracabral@camarasd.mg.gov.br,
contato@camarasd.mg.gov.br
, ouvidoria@camarasd.mg.gov.br,
asdansd@asdansd.org
, aomasd@gmail.com, contatoaoma@gmail,com



LINK DO POST DA ASDAN:

http://www.asdansd.org/2012/09/asdan-entrega-camara-municipal-proposta.html


No dia 03/09, a ASDAN entregou à Câmara Municipal de Santos Dumont uma

proposta de projeto de lei que dispõe sobre a proibição de rodeios,
touradas, vaquejadas, farras do boi ou eventos similares no município
de Santos Dumont e estabelece as sanções aplicáveis aos infratores
dessa determinação, para discussão e aprovação.

Segundo informações da Presidente, Vereadora Sandra Cabral, a proposta

foi repassada para a Procuradoria Jurídica da Câmara para análise e,
até o presente momento, a nossa solicitação continua sendo estudada.


Santos Dumont, 03 de setembro de 2012.


Ofício: 06/2012

De: Associação Sandumonense em Defesa dos Animais
Para: Presidente da Câmara Municipal de Santos Dumont
Vereadora Sandra Imaculada Cardoso Cabral


Assunto: Faz Solicitação


Excelentíssima Senhora:


Tivemos recentemente um acontecimento inusitado para uma cidade

acanhada como Santos Dumont, devido a um infeliz rodeio de três dias
que foi promovido pela primeira vez no município, gerando indignação
geral de pessoas de vários lugares do país, a ponto de chamar a
atenção da impressa.

Diante disto e baseados na Constituição Federal, Art. 225, §1º, Inciso

VII, na Lei 9.605/98 dos Crimes Ambientais, no Decreto Federal
24.645/34, na Lei Orgânica do Município (Art. 224, Inciso VI) e no
Código Municipal de Proteção aos Animais – Lei nº. 3.612/04,
devidamente embasado na legislação citada, apresentamos a V. Ex.ª uma
proposta de Projeto de Lei para apreciação e votação.

Solicitamos ainda, que este Projeto de Lei seja apresentado a todos os

nobres vereadores e, se possível, em uma proposta conjunta seja sua
autoria de todos os edis.

Com protestos de elevada estima e consideração,



Projeto de LEI Nº /2012


“Dispõe sobre a proibição de rodeios, touradas, vaquejadas, farras do

boi ou eventos similares no município de Santos Dumont e estabelece as
sanções aplicáveis aos infratores dessa determinação.”

Art. 1º - Esta Lei dispõe sobre a proibição de rodeios, touradas,

vaquejadas, farras do boi ou eventos similares no município de Santos
Dumont e estabelece as sanções aplicáveis aos infratores dessa
determinação.

Art. 2º - Consideram-se eventos similares todo aquele com a utilização

de bovinos, equinos em que há provas ou exibição de montaria, laço,
perseguição, derrubada, puxada, tourada, ferimento, mutilação,
constrangimento à integridade física, psicológica, submissão a
estresse ou qualquer forma de subjugação dos animais, com ou sem
utilização de instrumentos que lhes causem dor ou desconforto.

Art. 3º - Consideram-se infratores desta Lei:


I – Entidades diversas, empresas de rodeios ou qualquer pessoa física

ou jurídica consignada na licença, permissão, alvará ou qualquer outra
forma de autorização administrativa, que permita ou viabilize a
realização de evento com a execução das práticas de que trata o Artigo
1º desta Lei;

II – a autoridade, agente ou servidor que conceder permissão, licença,

alvará ou qualquer outra modalidade de autorização administrativa para
a realização de evento com a execução das práticas descritas no Artigo
1º desta Lei;

III – as pessoas físicas ou jurídicas promotoras de quaisquer eventos,

que, de qualquer forma, com ou sem permissão, autorização, licença ou
alvará administrativos, executarem as práticas de que trata do Artigo
1º desta Lei, mesmo que no interior de propriedades privadas.

Art. 4º - A Administração Pública, por seu órgão competente, aplicará

pena de multa no valor de 20000 (vinte mil) UFEMG (Unidade Fiscal do
Estado de Minas Gerais) ao infrator, que será intimado a fazer cessar,
de imediato, as práticas de que trata o Art. 1º, sob pena de
interdição do evento.

§ 1º - Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro.


§ 2º - A sanção prevista neste artigo será aplicada sem prejuízo do

disposto no Art. 32 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e seu
regulamento.

Art. 5º - O descumprimento do disposto nesta lei implicará a apuração

de responsabilidades administrativas, civis e criminais previstas nas
legislações federal e estadual específicas.

Art. 6º - A presente Lei não se aplica as atividades de hipismo,

equitação, bem como a mera utilização dos animais em exposições
agropecuárias desde que não caracterizados abusos ou maus-tratos.

Art. 7º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.



Santos Dumont, de de 2012.

JUSTIFICATIVA:

O presente Projeto de Lei pretende impedir que os animais utilizados

em toda e qualquer atividade recreativa-competitiva, com
características moralmente e juridicamente questionáveis de esporte ou
tradição cultural, sofram agressões e maus-tratos no município de
Santos Dumont, pois é flagrante o sofrimento imposto a eles quando
utilizados em eventos de rodeios, touradas, vaquejadas, farras do boi,
puxadas de carroças e outras práticas similares, como exibições de
circos. Vem cumprir os preceitos da Constituição Federal, Art. 225,
§1º, Inciso VII, que veda “as práticas que coloquem em risco sua
função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os
animais a crueldade.” (grifo nosso), em consonância com o Decreto
Federal 24.645/34, a Lei 9.605/98 dos Crimes Ambientais (Art. 32), a
Lei Orgânica do Município (Art. 207, Incisos 4, 5 e 6) e o Código
Municipal de Proteção aos Animais - Lei 3.612/04, e complementar a Lei
Municipal 3.859/06 que proíbe exibição de animais em espetáculo
circense e similares.

O Promotor do Estado de São Paulo, Dr. Laerte Levai, em seu artigo

“Maus-tratos a animais - ações e reflexões” afirma que “numerosas
práticas tidas como culturais, como a “farra do boi”, as touradas, os
circos, os rodeios, as vaquejadas, as rinhas, a caça, o aprisionamento
e as carroças, dentre muitas outras, invariavelmente incorrem no vício
da inconstitucionalidade, porque ofendem o princípio magno proibitivo
da crueldade. Ademais, ao colocar os animais sob tutela do Estado e
representação pelo Ministério Público, o legislador deferiu a eles a
condição de sujeitos jurídicos, cujos interesses e direitos merecem
ser respeitados. Questiona-se, então, por que os animais sofrem tantos
abusos e maus-tratos em um país que possui legislação hábil à sua
proteção.”

Também no estudo intitulado “Espetáculos Públicos e Exibição de

Animais” da Promotora de Justiça e Assessora do Centro de Apoio
Operacional de Urbanismo e Meio Ambiente do Ministério Público do
Estado de São Paulo, Dra. Vania Maria Tuglio, trata do uso de animais
para a diversão do ser humano e expõe a legislação federal aplicável
ao tema, acima citados, e conclui que a exibição de animais para fins
de diversão humana e visando a obtenção de lucro é pratica vedada pela
legislação brasileira, pois há nessas práticas a submissão dos animais
a caprichos humanos que podem ser entendidos como práticas cruéis. Por
fim, é apresentada jurisprudência pertinente ao tema, sendo também,
defendida a aplicação do princípio da precaução em caso de dúvida se
determinada prática causa sofrimento ou não ao animal. Para finalizar,
defende que a divulgação pela mídia de práticas cruéis contra os
animais, através de exibições de imagens de rodeios, por exemplo,
configuraria o tipo penal de “apologia de crime”: “os animais
utilizados em rodeios, na sua maioria, são mansos e precisam ser
espicaçados e atormentados para demonstrar uma selvageria que não
possuem, mas que na verdade é expressão de desespero e dor. Para
falsear a realidade e demonstrar um espírito violento inexistente, os
peões utilizam-se de vários artifícios que, atrelados aos animais ou
ao peão que os montam, ou não, causam dor e desconforto aos bichos,
revelando cruel e intolerável insensibilidade humana.”

O professor Dr. José Henrique Pierangeli, emitindo parecer sobre o

tema, entendeu que as derrubadas de bovinos, as provas de laço bem
como as de montaria – que faz o uso de sedém nos animais para
corcovearem, constitui crime de maus-tratos, tipificado no artigo 32
da Lei 9.605 dos Crimes Ambientais, afora seu aspecto moralmente
censurável: “A constatação de que a proteção aos animais - como seres
viventes capazes de sofrer - faz parte da educação civil, devendo ser
evitados exemplos de crueldade que levam o homem à dureza e à
insensibilidade pela dor alheia”. (Revista dos Tribunais, n. 765,
julho de 1999).

Em tempos de democracia e evolução social que inclui os direitos dos

animais como expressão de civilização, é inadmissível que práticas de
tortura animal ainda aconteçam em nosso país. O Acórdão do
Desembargador Roberto Nalini , do Tribunal de Justiça de São Paulo,
afirma: “é evidente que os animais utilizados em rodeios estão a
reagir contra o sofrimento imposto pela utilização de instrumentos
como esporas, cordas e sedém. A só circunstância dos animais
escoicearem, pularem, esbravejarem, como forma de reagir aos estímulos
a que são submetidos, comprova que não estão na arena a se divertir,
mas sim sofrendo indescritível dor.” (Apelação n.º
0013772-21.2007.8.26.0152).

No que tange aos rodeios, sabemos que nada mais é do que uma farsa,

pois numa simulação de doma, os peões fazem crer ao público que estão
montando animais bravios, quando, na verdade, são animais mansos, mas
que corcoveiam em razão do desespero em desvencilharem-se dos
instrumentos neles colocados e que lhes causam dor e desconforto. O
aparente aspecto de “bravio” surge com mais força em razão das
agressões amplamente denunciadas e comprovadas no brete (local de
confinamento antes de entrarem na arena) como choques elétricos,
fustigação com objetos e pauladas.

À farsa da “reprodução da doma”, como demonstração de cultura popular,

soma-se a farsa de que o público acorre aos rodeios para presenciar o
espetáculo apresentado pelos animais. Enquete realizada pela Rede R7
de Notícias concluiu que 96% das pessoas são contrárias a rodeios com
animais. Estimativas apontam que cerca de 70% dos frequentadores deste
tipo de evento não assistem às provas com animais. Na verdade, o
público ali comparece para ver a apresentação do artista, do cantor
famoso que, estrategicamente, sobe ao palco assim que termina o
espetáculo cruel de montaria. Por isso, as apresentações de rodeios em
si somam R$ 6,8 milhões no rombo do Turismo, conforme reportagem do
Congresso em Foco, de 17/10/2011, de modo que a alegação de que são
lucrativos e constituem fontes de renda para as cidades, constitui
também uma farsa para referendá-las, já que beneficiam apenas uma
minoria corporativa de empresas de rodeios.

Por fim, constata-se também ser uma farsa a alegação de que os eventos

dessa espécie contribuem para a divulgação da cultura popular e
constituem entretenimento para a população. Na verdade, durante o
período de realização da “festa” aumenta consideravelmente o registro
de ocorrências policiais, especialmente de agressões físicas, furtos e
roubos de veículos e casas, para dizer o menos.

Vale recordar que o nobre advogado Dr. J. Nascimento Franco já

afirmava que “não é demais insistir em que o sofrimento do animal num
rodeio não pode ser mensurado pela sensibilidade do peão, ou do
empresário, porque o primeiro fala em função do seu exibicionismo
retrógrado e o segundo (se não ambos), com os olhos postos no produto
da bilheteria”.

Também a ilustre causídica Vania Rall Daró teve oportunidade de

posicionar-se a respeito: “Na verdade, não existe argumento de ordem
moral que possa justificar esse tipo de evento. A omissão diante da
dor de um ser vivo é algo extremamente desonroso. Pior ainda é
provocá-la com o intuito de lucro ou de simples entretenimento”.

Por todo o exposto, a sociedade brasileira está cada vez mais

consciente e mobilizada contra as citadas práticas cruéis com animais
no país, repudiando leis espúrias, que sob o pretexto de
regulamentá-las, patrocinam a ganância em forma de crueldade e
exploração do animal, em flagrante desrespeito à Carta Magna. Cabe
então aos legisladores e demais e representantes legítimos dos
cidadãos zelarem pela legalidade, através dos seus mais nobres anseios
civilizatórios.

Felizmente a cidade de Santos Dumont possui uma comunidade pacífica,

sem história ligada a práticas coletivas cruéis com animais, como os
rodeios, vaquejadas, farras do boi, touradas e puxadas de cavalo, nem
identificação com as mesmas. Possui além das muitas belezas naturais,
talentos para se firmar sem ter de prestigiar esses tipos de eventos
que envolvem crueldade e maus-tratos, que provocam protestos de
muitos. Dentro da representação progressista e humanista de seu
ilustre filho Alberto Santos Dumont, deve continuar a realizar seus
festejos com entretenimentos saudáveis que não imponham ou provoquem
sofrimento aos indefesos animais."